terça-feira, 12 de julho de 2011
PESCARIA OU TURISMO SEXUAL ?
Brasil e Estados Unidos investigam uma empresa de turismo norte-americana que organizou excursões pesqueiras na Amazônia. De acordo com o jornal The New York Times, a Wet-A-Line Tours é suspeita de explorar o turismo sexual no Brasil. Uma parceira da empresa, a Santana Ecofish Safári, que organizava passeios em Manaus, também estaria sendo processada.
A Polícia Federal brasileira aponta que pelo menos 15 meninas foram vítimas de estupro e aliciamento nas viagens promovidas nos iates das empresas. De acordo com o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Sérgio Fontes, o pacote incluiria o turismo sexual entre as atrações.
As primeiras denúncias surgiram em 2000, quando indígenas entre 9 e 17 anos denunciaram à Funai abusos nos passeios organizados pelas duas empresas. Os passeios ocorriam em barcos de luxo às margens do rio Negro. As companhias ofereciam pacotes para turismo sexual camuflados de passeios de pesca. Pelas denúncias,funcionários da agência intermediavam os encontros entre as indígenas e os estrangeiros. Nas embarcações, as adolescentes eram drogadas e abusadas.
O grupo de ativismo feminino Equality Now, dos Estados Unidos, publicou em seu site que a ação judicial nos EUA foi aberta após denúncia de quatro meninas de origem indígena, todas menores de idade. Segundo a Equality Now, as moças disseram ter sido obrigadas a fazer sexo, ingerir bebida alcoólica e usar drogas.
O proprietário da Wet-A-Line Tours, Richard Schair, nega as acusações e rechaça qualquer envolvimento com prostituição infantil, segundo o jornal The New York Times. O empresário norte-americano tenta suspender o processo que corre em seu país. Já os advogados dos réus brasileiros não foram localizados.
Ciente do caso, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes (PT-ES), disse que irá trabalhar para impedir o arquivamento do processo contra as empresas.
A ministra garantiu que hoje buscará mais informações sobre o caso no Ministério Público e na Policia Federal. “Esse processo não pode ser arquivado. Seria um prejuízo grande e um brinde à impunidade”, afirmou. Segundo Iriny, só após a análise da situação do processo será decidida a possível criação de uma comissão para ir à Amazônia. (Das agências de notícias)
As investigações apontam que os iates luxuosos usados pelas empresas acusadas eram camuflados de barcos para pesca esportiva. Neles, turistas abusariam de meninas menores de idade, segundo a Polícia Federal.
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